quarta-feira, 30 de junho de 2010

O "Design City" errou


E não é que afinal o pendão do blog anterior dizia mesmo respeito à «repressão na Brasileira Chiado». As minhas desculpas por me ter enganado. O problema é que há tantas mensagens deste género mal escritas e/ou hierarquizadas que pensei que era mais uma. Por outro lado também há muitas concentrações que se fazem no largo do Chiado, o que só contribuiu para a confusão. Mea culpa.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Repressão na Brasileira

Chega de repressão na Brasileira do Chiado!!! Temos de acabar com o modo como os patrões tratam os trabalhadores da Brasileira do Chiado!!! Passo por lá muitas vezes e a repressão sente-se de um modo que incomoda!!! É por isso urgente estarmos todos presentes, amanhã, nesta concentração que, curiosamente, é no Chiado... É mesmo em frente à Brasileira para que os patrões vejam o protesto popular e não mais exerçam a repressão na cozinheira, no empregado de balcão e no empregado de mesa.
(E para a próxima que fizerem estes telões ou pendões a anunciar o que quer que seja leiam-nos antes de os colocar para ver se a construção frásica está feita de modo a que a mensagem passe sem dúvidas, tá?)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Coitada da Nucha

Não tenho grande admiração pela artista Nucha mas ela não merece o tratamento que teve neste outdoor.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Tudo a que temos direito

Dei de caras com este cartazete colado num poste, em Lisboa e acho que vou mesmo instalar todos os programas a que tenho direito. Ficam a menos de 1 euro cada um!!!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Adenda ao post anterior

Só um acrescento a quem duvida das intenções brejeiras do slogan do anúncio postado anteriormente: "gostamos delas pequenas". Acabei de ouvir o anúncio de rádio correspondente ao cartaz e o slogan final é: "para que você possa pôr a mão naquilo que realmente interessa".
Não sou um "diácono remédios" do design ou da publicidade mas acho triste esta malta arranjar umas bocas à Quim Barreiros para chamar a atenção para um produto (folhas de acelga para saladas) que não tem nada de sexual. É como publicitar um radiador erótico, um detergente lava-loiças sexy ou um supermercado lascivo.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Baby lover


Alguém quer comentar?
Se não quiserem também não me importo...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

"Vou levar-te comigo..."

Deixem-me partilhar convosco esta pérola de flyer de uma nova clínica que encontrei.
Por muito criativa que seja a mensagem: "de mão dada com a sua saúde" acoplada a uma radiografia de uma mão, só me consigo lembrar da imagem da ceifeira a cantar a velha canção dos Duo Ouro Negro: "vou levar-te comigo, vou levar-te comigo, vou levar-te comigo meu irmão, vou levar-te comigo".

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Provavelmente... o pior anúncio de televisão de todos os tempos

Tudo começa com um enigmático slideshow de fotografias de pessoas com um penso na testa (sendo que as fotografias são todas arranjadas em "bancos de imagens" e sendo que todos os pensos são descaradamente "colocados" no Photoshop).
Depois entra em cena uma senhora a limpar, com um pano, o pó que repousa numa estante.
Sai repentinamente, da estante, uma mal feita e artificial mancha de pó que faz a senhora espirrar e bater violentamente com a cabeça na prateleira.
E... finalmente: aparece a publicidade ao melhor produto de prevenção dos traumatismos cranianos: o Pronto!
Este anúncio já tinha passado há uns anos na televisão mas passeava-se tranquilamente no meu esquecimento. Só que ontem consegui vê-lo por duas vezes, com um intervalo de 3 ou 4 anúncios entre eles, e só podia vir parar aqui a este blogue!
É mau demais para ser verdade. Não é verdade, pois não? Este anúncio nunca foi feito e é apenas produto da minha imaginação fértil, certo?

terça-feira, 20 de abril de 2010

"Quando esse dia chegar, não lhe fales"

Finalmente uma campanha publicitária decente!
Textos do melhor que há em todos as peças da campanha.
Estejamos nós na fase pré-adulta, adulta ou eternamente jovem há sempre algo que nos diz qualquer coisa.
Uma lufada de ar fresco vindo das boas mentes criativas lusas.
(como podem ver neste blog não se diz só mal...)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Porque não?

O problema até pode ser meu, mas não consigo ver a relação entre um rapaz de costas a olhar para uma oliveira que está em contra-luz, a frase "ser tudo o que podemos ser, porque não?", o tipo de letra (Bauhaus) datadíssimo, a decoração vegetalista em desenho vectorial e o azeite Oliveira da Serra.
Será que para sermos tudo o que queremos ser temos de temperar e cozinhar com Oliveira da Serra e nós não sabíamos disso até vermos o anúncio?
Será que o rapaz está a ter uma visão (depois de ingestão de substâncias ilícitas) e é afinal um pastorinho do séc. XXI?
Conto com o vosso poder analítico para o esclarecimento da minha perplexa mente perante um momento aparentemente inspirado dos criativos deste exemplar de Mobiliário Urbano de Publicidade e Informação (MUPI).

Já agora: não é muppy nem muppies no plural. É mesmo MUPI uma vez que é uma sigla e é portuguesíssima.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O Joaquim


Vamos lá aliviar a tensão da discussão à volta da identidade da APD com esta pérola que me persegue há uns anos. Eu sei que é costume os posts versarem trabalhos profissionais (até porque não me dá assim muita satisfação criticar trabalhos amadores) mas este está a pedir-me para que eu o publique cada vez que passo por ele na mítica estrada em Cascais que liga o mítico McDonald's de Birre e o não menos mítico e recente Burger King.
Está à beira da estrada e a primeira impressão é que houve um acidente mortal nesse local e que os familiares da vítima, inconsolados com o sucedido, resolveram prestar-lhe uma última, singela e sentida homenagem. Tenho de confessar que cada vez que reparo nesta "coisa", e por breves instantes, ainda penso que seja isso.
Mas... um olhar mais atento (e os leitores podem clicar na imagem se fizerem o favor...) diz-nos que se trata afinal de publicidade do mais fino recorte: "Se quer ter um bom jardim, telefone ao Joaquim". Memorável, no mínimo...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

APD


Então vamos lá outra vez hoje falar de "brandings" e "rebrandings".
O assunto agora é o nova imagem da Associação Portuguesa de Designers.
O SB (Sebastião Rodrigues) desenhou a imagem da APD (a) em 1976.
Em 2010 a APD "rebranda" a sua imagem (b). Ver: http://apdesigners.org.pt/?p=623.
A APD alega que "Foi assim mantido parte do património tipográfico e cromático, remetendo directamente para o imaginário existente durante os 33 anos de história desta associação".
Na opinião de alguns (incluindo eu) não se pode fazer isto (por muito modernaço e giro que seja "comer" os olhos das letras). Citando José Brandão: Agride a lei geral do direito de autor (ver edição do CPD: Manual II, Design protegido, pág. 83) : "Os direitos de autor pessoais conferem ao designer (..:) assegurar a genuinidade e integridade desta, opondo-se à sua destruição, a toda e qualquer mutilação, deformação ou outra modificação da mesma (...)"».
Repare-se que nada tenho contra sobre mudar a imagem institucional do que quer que seja, qualquer que seja a razão que o motiva, mas se é oportuno mudar que se assuma verdadeiramente a mudança e os problemas autorais deixam de existir.

E finalmente... que coisa é aquela do lado direito?! Sim... aquela "Associação Portuguesa de Designers"?
Passo a explicar. Ela tem dois defeitos que me envergonham enquanto designer e enquanto professor de design:
1) usa aquele artifício típico de aprendiz de designer de reduzir as partes de informação que aparentemente não interessam (neste caso a preposição "de"). Caso não tenham ainda reparado o nosso olhar é atraído pelo que é diferente em minoria. Isto é: neste caso num ambiente em que 3 palavras estão compostas num mesmo corpo, se existir uma quarta palavra com um outro corpo – maior ou menor – esta palavra irá sempre destacar-se das demais.
2) a palavra "designers" foi apertada mais do que as restantes para caber no bloco justificado como se pode comprovar comparando "d" – onde o texto é todo composto com o mesmo espacejamento – com "e" onde se forçou mais o espacejamento na palavra. Dá até a sensação de que "designers" está num corpo menor (eu sei que somos uma classe pouco privilegiada mas não é preciso rebaixarmo-nos tanto).
Lamento ser tão contundente mas isto não é digno da associação que representa a minha classe profissional e da qual sou sócio.

sonae

É pá! Se calhar vão dizer que é inveja de não trabalhar deste modo... mas começo a ficar farto das empresas com montes de especialistas em ramos profissionais com inúmeros nomes ingleses que acabam em "ing", que cobram escandalosas fortunas e que para apresentar os seus trabalhos fazem uns videos pomposos com vozes hollywoodescas e empolgadas anunciando o novo Messias (http://www.youtube.com/watch?v=WYJdZQK_qO0) e cujo resultado final é... (não vou dizer). Um dos maiores motores económicos portugueses merecia isto?
Alguém tem alguma coisa a acrescentar?
(Só queria adaptar o slogan de Fernando Pessoa Primeiro estranha-se, depois entranha-se para Primeiro estranha-se, depois continua-se a estranhar, e no fim continua estranhíssimo.)
impressão minha ou a intenção de fazer uma coisa modernaça resultou numa coisa datadíssima?...)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Declaração de guerra ao Verdana

Chega! Não vou ficar mais calado!
E começo por corrigir o título deste post que deveria ser: "Declaração de guerra à má utilização do Verdana".
Como alguém (cujo nome não sei mas gostava muito de saber) disse : Não existem nem maus nem bons tipos de letra: existem é más utilizações dos tipos.
Já toda a gente sabe que a maioria dos designers têm dois grandes ódios de estimação: o Arial e o Comic Sans. O primeiro porque é um clone (e muito mal feito) do Helvetica e o segundo porque foi desenhado para balões de um personagem que era o cão da Microsoft (o Microsoft Bob) e é usado em situações muito diferentes das dos balões de banda desenhada (porque não dizê-lo: até nos convites oficiais feitos pela direcção do instituto onde lecciono para, por exemplo, a abertura solene das aulas...).

Permitam-me acrescentar o Verdana. E por razões semelhantes às do Comic Sans.
Mathew Carter (type designer e autor do Verdana) fez um trabalho excelente ao desenhá-lo. Estava a responder a uma encomenda da Microsoft e cujo objectivo era fazer um novo tipo adaptado ao ecrã e
, sobretudo, cuja legibilidade conseguisse resistir aos corpos pequenos, coisa que os tipos de letra comuns não faziam (pois não eram optimizados para a trama de pixels do ecrã).
Matthew Carter em vez de desenhar um tipo de letra sem restrições de desenho e que seria depois adaptado para os pixeis do ecrã (como a esmagadora maioria dos tipos existentes), teve a brilhante ideia de começar por desenhar as letras com pixels para depois as “embrulhar” com as necessárias curvas e formas típicas de um tipo de letra.
Matthew Carter conseguiu desenhar um tipo que se comportava muito bem nos
corpos mais pequenos (em ecrã, ok?). À medida que se aumenta o corpo, porém, começa a notar-se o seu verdadeiro desenho. Veja-se a imagem em tamanho real.
Impresso em papel então é inenarrável. Sejamos sinceros: o Verdana não é um tipo harmoniosamente desenhado. As suas curvas são grosseiras e muitas das partes da letra não combinam entre si. Não porque Carter não soubesse como desenhar formas harmoniosas, mas pela função a que se destinava.
O próprio nome começa a mudar à medida que se aumenta o corpo e criam-se dois segmentos de recta verticais: um antes e outro depois do V (isto é uma private joke para os meus alunos).

Portanto, o |V|erdana como tipo de letra oficial do Ikea não convence ninguém.
Espírito Ikea (diz o MUPI)?
Já tinha havido bastante polémica quando resolveram mudar o tipo Futura do seu famosíssimo catálogo
(tipo de letra marcadamente modernista e que reflecte bastante do espírito do mobiliário Ikea) para Verdana e eu estive caladinho. Agora é demais: Nos anúncios? Na sua comunicação oficial? No espírito Ikea? Deve ser um espírito "tosco" e desproporcionado, no mínimo.

Volto a dizer: Mathew Carter (coitado) não tem culpa nenhuma.
Sou grande admirador dele e é o autor do provavelmente único tipo de letra igualmente legível e elegante tanto em ecrã como em papel: o Georgia que é o deste parágrafo
(para quando uma versão do Georgia com Lining Figures, Mathew?!).
Viva Mathew Carter!
Fora quem não sabe utilizar bem o Verdana.

(e desculpem lá a extensão deste post...)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Avózinha: porque tens uns olhos tão grandes? Parte II


De volta à TMN campanha de saldos. Desta vez para mostrar um pormenor do MUPI da versão feminina, não só para ilustrar os comentários de fcbmatos e de José Fonseca mas para demonstrar ao "anónimo" que me pergunta: «"campanha vergonhosa"?, não está a exagerar?» que não só é vergonhosa como é horrenda.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Avózinha: porque tens uns olhos tão grandes?

Três considerações:
  • A TMN fez uma das campanhas mais marcantes de 2009, com a mesclagem duas a duas de pessoas conhecidas. Goste-se ou não, foi uma campanha bem orquestrada e original e ainda paira na memória das pessoas. Qual a necessidade de "manchar" a sua imagem fazendo esta campanha "horrenda" no início do ano?
  • Quem disse aos senhores da TMN que em publicidade basta chamar a atenção? Isso só não chega, como todos saberão...
  • E que raio de "grandes saldos" são estes? Um telelé custava 149,90€ e agora custa 129,90€? Um desconto de uns míseros 15%!!! Que é isso, pá?!?
(resposta ao título deste post: "minha netinha, tenho uns olhos assim tão grandes porque é um truque manhoso que se faz com o Photoshop em 3 minutos, e porque não tinha mais nenhuma ideia para fazer com que reparasses em mim de um modo em que não conseguisses perceber que afinal os 'Grandes Saldos' que eu estou a apregoar são, afinal, uma grande treta")

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Natal

É com estes elementos que é feito este MUPI natalício:
  • "Só nós damos corda aos sapatos"
  • "Um cartão para renovar o guarda-roupa ou para os últimos preparativos de Natal"
  • "Saber que há coisas que são só portuguesas, não tem preço"
  • uma fotografia de um pai-natal com um manípulo de dar à corda nas costas e calçado com uns sapatos de ténis (ou sapatilhas, conforme a região...)
  • fotografia de dois cartões Mastercard
  • logótipo MasterCard.
Uma perguntinha só: alguém sabe explicar o sentido disto tudo?

sábado, 12 de dezembro de 2009

Super Bock

É tempo de este blog fazer um elogio público a quem decide os destinos da publicidade da Super Bock. É caso raro (ou único) em Portugal: a existência de uma linha contínua na estratégia publicitária de uma marca há pelo menos 15 anos consecutivos e mantendo sempre uma coerência gráfica e uma "frescura" de ideias (baseadas sempre em ironia, trocadilhos inteligentes e adaptabilidade a eventos ou épocas do ano). O efeito que provoca no espectador é sempre um sorriso e o pensamento: "depois de tanto tempo ainda conseguem inventar coisas novas?... como é que será o próximo anúncio?". Brilhante! Parabéns aos criativos! (e pronto... já é o segundo post a dizer bem...)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Saída de emergência em modo pixelizado

Não posso ficar muito tempo sem dizer mal (ver post anterior). Não vou dizer onde fotografei esta "coisa" mas posso dizer que este exemplar de sinalização de emergência é "belo" não porque foi desenhado por um designer, mas porque foi a empresa encarregada pela construção de um edifício "de referência" que o colocou.
E parece que estou a imaginar a conversa:
«Tá? ó Sr. Manel... quero encomendar 24 placas de saída de emergência aqui prá obra!» «Ó Sr. Eng.º... tá com azar que se acabaram, das boas só tenho 6» «e... não se arranja nada prá inauguração?» «tenho aqui umas que ninguém pega nelas, com um homenzinho defeituoso que está a arrastar um joelho p'lo chão e parece que se vê como nos ecrãs do teletexto, ou o que é... ah!... e não tem seta!» «não tem?» «não! tem um sinal de menor daqueles da matemática... tá a ver? aqueles de 2<3» «não faz mal nenhum! mande lá entregar isso...».

the guardian

Olá a todos! Cá estou de volta e hoje graças a uma amiga minha (e habitual frequentadora do design-city) que se queixou de que os meus posts são sempre a dizer mal. E não é que ela tem razão? Claro que sabe muito melhor mal do que dizer bem. Mas desta vez vou dizer bem! Pensando melhor o jornal The Guardian irrita-me muito!!! E irrita-me porque não tenho um único defeito a apontar. O jornalismo é de referência e o seu design é simplesmente brilhante! É o melhor jornal do mundo e mais nada! Apetece folhear e folhear e ler e ler! A culpa é de dois senhores: de Mark Porter (o seu art director) e de Christian Schwartz (o designer dos tipos de letra criados em exclusivo para o jornal). Vale a pena comprar um exemplar de vez em quando e "limpar os olhos". A gestão do espaço branco, das espessuras dos filetes, do uso das imagens é tudo do melhor! E pronto... já disse bem de alguma coisa.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

love is in the air

Eu sei que o tema das eleições está "fora do prazo" mas deparei-me com este cartaz nas ruas de Lisboa e não resisti.
A ideia do coração enquanto símbolo visual a substituir uma palavra ou um conceito é muito antiga mas funciona sempre. Só queria era dar um conselho a quem usar corações da próxima vez: se o colocarem entre as fotografias de duas pessoas – por muito forte que seja a mensagem escrita a ele acoplada – a primeira impressão que fica é: "a pessoa da esquerda ama a da direita". De qualquer modo é sempre bom ver manifestações de amor pelas ruas da nossa cidade...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Pingo Doce

Eu sei que já toda a gente disse mal – pelos fóruns e Facebooks e outros lugares – da nova campanha publicitária do Pingo Doce na televisão. Que a nova agência de publicidade (nova em Portugal) é manhosa. Que já têm saudades das "receitas do sítio do costume". Toda a gente diz que a música de fundo é antiquadíssima e parece do festival da canção, que a mulher que a canta tem uma voz irritante, que os planos são dos anos 80, e que o gesto que todos os intervenientes fazem no spot é horroroso. Mas este gesto ainda se torna mais estranho nos anúncios impressos.
Vejamos com atenção: o que é que aqueles 3 personagens estão a fazer com as mãos?
a) estão prestes a consultar as cábulas escritas nas palmas das mãos;
b) estão à espera que o desinfectante para a Gripe A que acabaram de besuntar nas mãos seque;
c) estão a chamar o espectador para ir com eles dar uma voltinha pelos corredores escuros do armazém do supermercado (repare-se bem no ar «malandro» delas e dele);
d) estão a fazer uma espécie de gesto religioso;

Aceitam-se outras interpretações...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

CNE

Peço muito desculpa a todos os candidatos a autarcas por esse país fora por tudo o que disse e pensei sobre alguma da má qualidade dos seus cartazes e outdoors.
E foi exactamente este MUPI da Comissão Nacional de Eleições que me fez arrepender.
Para quem o não viu nas ruas ofereço-vos este exemplo maravilhoso de sensibilização e apelo ao voto que faz com que até aquele que nunca votou vá a correr no domingo às urnas. Tenho a certeza que é o exemplo mais horripilante que eu vi até hoje de sensibilização do que quer que fosse.
Do lado direito fiz o favor de vos mostrar grandes planos dos protagonistas desta obra de arte com as suas bonitas expressões (de qualquer modo esta é daquelas imagens que vale mesmo a pena clicar em cima dela para a «apreciar» em formato maior).
Alguém me explica o que se passa pela cabeça dos senhores da CNE?!?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Força aí!

Eu sei que há magníficos exemplos de cartazes para as autárquicas, mas este apareceu de repente à minha frente neste fim-de-semana e – por mais que me tente abstrair da ideia – não consigo deixar de associar o "Conto com a sua força" com a posição "esforçada" do protagonista do outdoor. E deixo os comentários a quem o quiser fazer.